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Medo: quando a luz de Cristo revela a verdade que liberta

Atualizado: 24 de jan.

Introdução


Na caminhada cristã, o medo é uma das armas mais silenciosas usadas para enfraquecer a fé. Ele não costuma se apresentar de forma explícita, mas atua de maneira sutil, minando a confiança em Deus e afastando o coração da verdade. O poema “Medo” revela, em linguagem poética e profundamente espiritual, como esse sentimento opera na alma humana — e como a luz, o amor e a verdade, que procedem de Deus, têm poder para libertar.

“No amor não há medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo.” (1 João 4:18)

Poema: Medo


O medo não grita,

Nos cantos sussurra

Onde a fé abalada foi

Tira a nitidez das imagens

Age como parasita

Traz para hoje

O que está para depois


Um tremor antes do passo

Vestimenta de ameaça

Com cognome prudência

Igual camisa de força

Aprisiona no fracasso

Escondendo de ti

Tua verdadeira essência


Mas quando a luz se move,

O medo então encolhe,

Pois só sobrevive onde

A verdade não habita

Assim o amor remove

A dura condenação

Mesmo que o mal ronde


Então o sussurro cala

E aos poucos a alma

Recupera o sopro original

De quem no início pairava

Assim a vida fala:

Viva levemente o presente

Nutrido pelo primordial


Por: Edilaine Patrícia Leoncio

23 de janeiro de 2026


O medo que sussurra onde a fé foi abalada

O poema inicia revelando uma verdade bíblica essencial: o medo se instala quando a fé é enfraquecida. Assim como Pedro afundou ao tirar os olhos de Jesus (Mateus 14:30), o medo distorce a percepção da realidade e antecipa dores que ainda não existem. Ele rouba o hoje, desviando o coração da confiança no cuidado divino.

“Porque Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio.” (2 Timóteo 1:7)

Quando a prudência se torna prisão

O medo travestido de prudência é um dos enganos mais perigosos. O poema o descreve como uma “camisa de força”, que paralisa e aprisiona no fracasso. Biblicamente, isso se assemelha ao servo que enterrou seu talento por medo (Mateus 25:25), deixando de cumprir seu propósito por insegurança.


A luz da verdade que dissipa o medo

A grande virada do poema acontece com a entrada da luz. Na Escritura, Cristo é a própria luz do mundo (João 8:12). Onde Ele habita, o medo não encontra espaço. A verdade liberta, e o amor remove toda condenação, conforme Romanos 8:1.


O retorno ao sopro original

Nos versos finais, o poema aponta para a restauração. O “sopro original” remete ao fôlego de vida dado por Deus em Gênesis 2:7. É a imagem da alma que volta ao seu lugar de origem, vivendo o presente com leveza, nutrida pela presença do Criador.


Conclusão

O poema “Medo” nos conduz a uma jornada espiritual: do sussurro paralisante à voz restaurada; da fé abalada à confiança renovada; da escuridão à luz de Cristo. Ele nos lembra que o medo não tem a palavra final — o amor de Deus tem.

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