Medo: quando a luz de Cristo revela a verdade que liberta
- Edilaine Patrícia Leoncio
- 23 de jan.
- 2 min de leitura
Atualizado: 24 de jan.
Introdução
Na caminhada cristã, o medo é uma das armas mais silenciosas usadas para enfraquecer a fé. Ele não costuma se apresentar de forma explícita, mas atua de maneira sutil, minando a confiança em Deus e afastando o coração da verdade. O poema “Medo” revela, em linguagem poética e profundamente espiritual, como esse sentimento opera na alma humana — e como a luz, o amor e a verdade, que procedem de Deus, têm poder para libertar.
“No amor não há medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo.” (1 João 4:18)
Poema: Medo
O medo não grita,
Nos cantos sussurra
Onde a fé abalada foi
Tira a nitidez das imagens
Age como parasita
Traz para hoje
O que está para depois
Um tremor antes do passo
Vestimenta de ameaça
Com cognome prudência
Igual camisa de força
Aprisiona no fracasso
Escondendo de ti
Tua verdadeira essência
Mas quando a luz se move,
O medo então encolhe,
Pois só sobrevive onde
A verdade não habita
Assim o amor remove
A dura condenação
Mesmo que o mal ronde
Então o sussurro cala
E aos poucos a alma
Recupera o sopro original
De quem no início pairava
Assim a vida fala:
Viva levemente o presente
Nutrido pelo primordial
Por: Edilaine Patrícia Leoncio
23 de janeiro de 2026
O medo que sussurra onde a fé foi abalada
O poema inicia revelando uma verdade bíblica essencial: o medo se instala quando a fé é enfraquecida. Assim como Pedro afundou ao tirar os olhos de Jesus (Mateus 14:30), o medo distorce a percepção da realidade e antecipa dores que ainda não existem. Ele rouba o hoje, desviando o coração da confiança no cuidado divino.
“Porque Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio.” (2 Timóteo 1:7)
Quando a prudência se torna prisão
O medo travestido de prudência é um dos enganos mais perigosos. O poema o descreve como uma “camisa de força”, que paralisa e aprisiona no fracasso. Biblicamente, isso se assemelha ao servo que enterrou seu talento por medo (Mateus 25:25), deixando de cumprir seu propósito por insegurança.
A luz da verdade que dissipa o medo
A grande virada do poema acontece com a entrada da luz. Na Escritura, Cristo é a própria luz do mundo (João 8:12). Onde Ele habita, o medo não encontra espaço. A verdade liberta, e o amor remove toda condenação, conforme Romanos 8:1.
O retorno ao sopro original
Nos versos finais, o poema aponta para a restauração. O “sopro original” remete ao fôlego de vida dado por Deus em Gênesis 2:7. É a imagem da alma que volta ao seu lugar de origem, vivendo o presente com leveza, nutrida pela presença do Criador.
Conclusão
O poema “Medo” nos conduz a uma jornada espiritual: do sussurro paralisante à voz restaurada; da fé abalada à confiança renovada; da escuridão à luz de Cristo. Ele nos lembra que o medo não tem a palavra final — o amor de Deus tem.



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